O que a queda da Forever 21 tem a ver com o universo digital?

2019 M10 25

A triste notícia de que a gigante do varejo norte-americana Forever 21 havia entrado com um pedido de falência, estando prestes a fechar mais de 300 lojas no mundo todo, inclusive no Brasil, chocou sua clientela no último mês. Afinal, onde ela teria errado? Seria esse o fim de uma grande era para a varejista?

Segundo especialistas, além da mudança no perfil de consumo da nova geração, a grande razão por trás do colapso da Forever 21 está no fato de que muitos jovens hoje preferem comprar on-line. De acordo com uma pesquisa realizada pelo NZN Intelligence, 74% dos consumidores brasileiros com acesso à internet dão preferência a sites de eCommerce quando se trata de comprar um produto. Outro dado importante é que, de acordo com o 39º Relatório Webshoppers do Ebit, publicado no primeiro semestre de 2019, jovens brasileiros de 21 a 34 anos já são responsáveis por 24% das compras on-line, sendo essa faixa etária justamente o público consumidor da marca.

A estratégia de expansão da Forever 21 foi, por muitas décadas, voltada apenas à abertura e à personalização de unidades físicas no mundo inteiro, indo na contramão da tendência mundial de explorar o potencial das mídias sociais e oferecer produtos mais baratos on-line. A empresa demorou muito para lançar seu eCommerce e, nesse cenário, suas principais concorrentes, como a H&M, por exemplo, aproveitaram a ausência da marca na internet para conquistar boa parte de sua principal clientela.

Infelizmente, o que aconteceu com a Forever 21 não é um caso isolado. Muitas outras varejistas focadas no público jovem já enfrentaram riscos de falência nos Estados Unidos, por conta da ascensão do comércio on-line, no que muitos especialistas classificam como “Apocalipse do varejo”. De acordo com um relatório da UBS, divulgado em abril desse ano, as vendas por eCommerce nos EUA devem atingir 25% do total de vendas do varejo até 2026, ou seja, um aumento de 16% no que representam atualmente. E, se isso acontecer, aproximadamente 75.000 lojas de empresas varejistas terão que fechar as portas, segundo o relatório.

No Brasil, essa realidade ainda parece distante, mas é preciso estar atento. Para o especialista em eCcommerce da Advance, Elton Mesquita, muitos clientes ainda são resistentes quando se trata da implantação de um eCommerce, por acreditarem que ele impactaria negativamente as vendas das lojas físicas. “Na verdade, um site de vendas on-line apenas complementaria as vendas das lojas físicas, funcionando como um novo canal de vendas tanto para a marca, quanto para o consumidor, que já está mudando seu hábito de consumo. Investir em eCommerce é fundamental para a sobrevivência das marcas em um universo cada vez mais omnichannel (multitela) e de um cliente cada vez mais exigente e impaciente, que busca agilidade e facilidade na compra dos produtos”, ressalta.

O 40º relatório Webshoppers do Ebit, publicado recentemente, aponta que o Brasil é o país com maior faturamento da América Latina, com 36% da população sendo digital buyer. Sid Guimarães, Coordenador de Mídia Digital e Performance da Advance, explica que as marcas precisam estar cada dia mais presentes, também, no universo digital, agregando performance às suas estratégias de mídia. “O consumidor hoje é um só, e ele está vendo TV e, ao mesmo tempo, surfando na web. Por isso, segundo o Google, o meio digital é capaz de influenciar quatro vezes mais de on para off do que de on para on, ou seja, o digital influencia mais no off-line do que no próprio digital. Existem campanhas digitais do Google hoje em dia, em que o foco é levar mais pessoas para as lojas físicas dos clientes. Na Advance, já testamos com clientes como a Pague Menos, obtendo grandes resultados para a marca”, pontua.

A Advance é uma one-stop shop, que oferece todos as ferramentas que você precisa para impulsionar sua marca no digital e potencializar suas vendas. Quer saber como? Fale com a gente!

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